Pentacampeão Denílson, Milene Domingues, executivas e influenciadoras contam o que fazem — e o que evitam — para empurrar a Seleção na Copa do Mundo.
Por Jean Chambre — São Paulo
12/06/2026 18h50 — Atualizado há alguns segundos
Camisa da sorte que não pode passar pelo varal, lugar rigidamente marcado no estofado, promessa de joelhos antes do apito inicial e reuniões restritas apenas aos "aprovados". Quando a Seleção Brasileira entra em campo na Copa do Mundo FIFA 2026, as superstições dos torcedores entram junto no gramado.
Para entender a extensão desse "manual de rituais", celebridades, atletas, executivas e influenciadoras digitais compartilharam as manias e místicas que fazem questão de seguir a cada 90 minutos de jogo para atrair boas energias rumo ao título mundial.
A mística dos gramados: as táticas dos ex-jogadores
Quem já esteve dentro das quatro linhas admite que o comportamento extracampo dita o ritmo da confiança. O ex-jogador e embaixador da Centauro, Denílson Show, que sentiu o peso de erguer a taça do penta em 2002, revela que seu principal foco de repetição estava nos pés. “Durante os jogos, eu usava sempre a mesma chuteira que usava para treinar”, relembra o atual comentarista da Band.
Já a ex-jogadora e também embaixadora da marca esportiva, Milene Domingues, adotava uma linha mais rígida de descarte em caso de revés. “Não usava novamente um top caso perdesse uma partida usando ele”, conta.
'Pé-frio' invertido e amuletos corporativos
No universo digital e no ecossistema de grandes marcas, as estratégias de contenção de "zica" ganham contornos elaborados:
Tática reversa: A influenciadora Marwa assume medidas extremas para driblar a fama de pé-frio. “A principal é usar a camisa do outro time para dar sorte, porque me acusam injustamente. Também mudo de lugar no sofá se o jogo tá dando errado, faço figa quando o rival ataca e demoro para comemorar o gol”, entrega.
Espiritualidade corporativa: Karla Felmanas, vice-presidente da farmacêutica Cimed, aposta na preparação mental e religiosa assim que acorda. “Sempre assisto aos jogos com a mesma camisa e tenho meus rituais. Já acordo mentalizando a vitória e coloco a camisa como se fosse parte da preparação oficial. Também assisto com meu amuleto, meu terço”, diz.
Blindagem energética: Para Ju Ferraz, CMO da Holding Club, a proteção fica posicionada bem em frente às imagens. “Uma das minhas superstições que levo há anos é deixar sal grosso perto da televisão para limpar a energia e trazer sorte para os jogadores”, revela.
O valor da farda e a energia do ambiente
A manutenção do figurino e o controle de quem entra em casa também operam como fatores decisivos. A influenciadora Lelê Burnier foca no poder do vestuário com memória física: “Sempre tenho uma camisa vintage da Seleção que virou praticamente um uniforme. Sinto que preciso assistir às partidas com ela para entrar no clima certo”.
Em contrapartida, Bianca Corona foca na cenografia do ambiente familiar. "Sempre assisto aos jogos com as mesmas pessoas da minha família e faço questão de montar uma mesa temática em verde e amarelo, porque acredito muito na energia do ambiente", pontua.
Na contramão das regras místicas, há quem prefira focar apenas na logística do entretenimento. A comunicadora Ana Paula Carneiro e a empresária Leticia Vaz, fundadora da LV Holding, afirmam não carregar amarras ou patuás. Para elas, o verdadeiro ritual da Copa do Mundo está no "esquenta", traduzido em reunir amigos, preparar o churrasco e sintonizar um bom pagode antes e depois de a bola rolar.
