Após sucesso no Rio, musical não réplica estrelado por Sara Sarres e Claudio Lins fica em cartaz no Teatro Liberdade até 5 de julho. Cenografia monumental supera a altura da Torre Eiffel em cabos de aço.
Por Jean Chambre — São Paulo
16/06/2026 00h48 — Atualizado há alguns segundos
Após uma elogiada trajetória pelos palcos do Rio de Janeiro, a capital paulista consolida-se como o endereço de uma das maiores e mais complexas montagens do teatro musical brasileiro recente. O espetáculo “Diana – A Princesa do Povo” teve sua temporada prorrogada e segue em cartaz no Teatro Liberdade, na Zona Central de São Paulo, até o dia 5 de julho.
Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros, o espetáculo é uma realização da Estamos Aqui Produções (produtora responsável por sucessos como A Cor Púrpura e Querido Evan Hansen), contando com a direção artística e versão nacional assinadas por Tadeu Aguiar.
Os ingressos para as sessões, que acontecem de sexta-feira a domingo, estão disponíveis para compra antecipada na plataforma Sympla ou diretamente na bilheteria física do teatro. Os preços variam de R$ 25,00 (meia-entrada no Balcão B) a R$ 340,00 (inteira na Plateia Premium).
Escrito originalmente pelos premiados autores norte-americanos David Bryan (tecladista e fundador da banda Bon Jovi) e Joe DiPietro — dupla vencedora do Tony Award por Memphis —, o espetáculo ganhou no Brasil uma montagem não réplica. Isso significa que toda a roupagem visual, coreográfica e cenográfica foi desenvolvida do zero por criativos brasileiros, adaptando a narrativa para a sensibilidade do público local.
O retorno de Sara Sarres e o elenco de peso
A cinebiografia cantada marca o retorno aos palcos nacionais da atriz e soprano Sara Sarres, uma das vozes mais reverenciadas do gênero no país, após um hiato voluntário de quase cinco anos de sua carreira (marcada por papéis principais em O Fantasma da Ópera e Les Misérables). Sarres assume o papel de Lady Di, construindo uma interpretação que foge da caricatura para focar nas fragilidades, na solidão e no impacto psicológico do assédio midiático sofrido pela aristocrata.
O núcleo de conflitos da Família Real britânica é sustentado por nomes experientes do teatro e da televisão:
Claudio Lins dá vida ao Príncipe Charles;
Simone Centurione interpreta a Rainha Elizabeth II;
Giselle de Prattes assume o papel de Camilla Parker Bowles.
Números monumentais nos bastidores
A grandiosidade técnica de "Diana" se traduz em estatísticas robustas de infraestrutura cênica. A engenharia dos bastidores impressiona pelos volumes e materiais utilizados para erguer o Palácio de Buckingham e os ambientes de Londres no palco:
Estrutura de aço: A cenografia de Natália Lana utiliza mais de 320 barras de metal tensionadas por 400 metros de cabos de aço — uma extensão linear que supera a altura da própria Torre Eiffel, em Paris. O palco conta ainda com 170 m² de telas galvanizadas e 750 metros de telas agrícolas;
Guarda-roupa real: O figurino assinado por Ney Madeira e Dani Vidal conta com 250 trocas de roupas, consumindo mais de 560 metros de tecidos nobres (como jacquard e veludo), 850 botões e 15 quilos de pedrarias aplicadas manualmente;
Iluminação e Ilusão: O desenho de luz conta com 200 projetores, um telão de LED de 18 m² e um teto revestido com 2.000 pontos de fibra ótica simulando o céu estrelado. Quatro lustres de cristais monumentais foram forjados artesanalmente pela Dropiron ao longo de 20 dias, utilizando 1,5 quilômetro de correntes;
Visagismo histórico: A caracterização de Anderson Bueno gerencia 58 perucas. Para a protagonista Sara Sarres, foram tecidas quatro perucas de cabelo humano natural feitas fio a fio, que passaram por cinco estágios de descoloração química para atingir o tom loiro exato da princesa.
Alerta médico aos espectadores: A produção adverte que o espetáculo faz uso intenso de Luz Estroboscópica (efeitos de flashes rápidos e intensos simulando os paparazzis). O recurso visual é contraindicado para pessoas com histórico de epilepsia, fotossensibilidade ou espectro autista.
Serviço – "Diana – A Princesa do Povo" em SP
Local: Teatro Liberdade
Endereço: Rua São Joaquim, 129 – Liberdade, São Paulo/SP
Temporada: Em cartaz até 5 de julho de 2026
Horários das Sessões: Sextas-feiras às 20h | Sábados às 16h e às 20h30 | Domingos às 15h e às 19h30
Duração: 150 minutos (com intervalo de 15 min.) | Classificação: 12 anos
Canais de Venda: Aplicativo/Site da Sympla ou Bilheteria do Teatro (Terça a sábado, das 13h às 19h).
Tabela de Preços dos Ingressos:
| Setor | Sessões (Sex, Sáb e Dom 15h) | Sessão Promocional (Dom 19h30) |
| Plateia Premium | R$ 340,00 (Inteira) / R$ 170,00 (Meia) | R$ 280,00 (Inteira) / R$ 140,00 (Meia) |
| Plateia Regular | R$ 250,00 (Inteira) / R$ 125,00 (Meia) | R$ 190,00 (Inteira) / R$ 85,00 (Meia) |
| Balcão A | R$ 170,00 (Inteira) / R$ 85,00 (Meia) | R$ 170,00 (Inteira) / R$ 85,00 (Meia) |
| Balcão Visão Parcial | R$ 120,00 (Inteira) / R$ 60,00 (Meia) | R$ 120,00 (Inteira) / R$ 60,00 (Meia) |
| Balcão B | R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia) | R$ 50,00 (Inteira) / R$ 25,00 (Meia) |
Política de Descontos e Vantagens:
Desconto Geral de 35%: Válido para todos os públicos na compra do ingresso tipo "Inteira", mediante o preenchimento obrigatório de um formulário digital por bilhete durante a jornada de compra no site;
Cupom Clientes Glesp: Concede 25% de abatimento em ingressos inteiros em qualquer setor, limitado a 4 entradas por CPF;
Gratuidade Infantil: Crianças de colo de até 24 meses não pagam ingresso. A partir de 2 anos completos, é obrigatório o pagamento de meia-entrada mediante documento comprobatório.
