Convidado de Danilo Gentili nesta segunda (15), pentacampeão opina sobre técnicos estrangeiros, avalia caso de Endrick e diz que nem Romário dobrou Eurico Miranda.
Por Jean Chambre — São Paulo
15/06/2026 18h38 — Atualizado há alguns segundos
O ex-meia e pentacampeão mundial Juninho Paulista é o convidado do "The Noite com Danilo Gentili" nesta segunda-feira (15). Atualmente integrando o time de comentaristas do SBT na cobertura da Copa do Mundo FIFA 2026, o ex-jogador passou a limpo a sua carreira nos gramados, analisou o atual momento do futebol nacional e revelou bastidores inéditos de um dos episódios mais controversos do esporte na TV: a final da Copa João Havelange de 2000.
O programa de entrevistas vai ao ar no início da madrugada de segunda para terça-feira, a partir das 0h (de Brasília), logo após o Programa do Ratinho.
O distanciamento da Seleção e o 'efeito Endrick'
Durante a conversa com Gentili, Juninho foi categórico ao analisar a visível perda de identificação do torcedor brasileiro com a equipe canarinha nos últimos anos. Para o ex-camisa 10, o fenômeno é reflexo da estrutura financeira do mercado global.
“Os jogadores brasileiros perderam um pouco a conexão com o povo brasileiro, não só por culpa deles, mas pelo sistema do futebol hoje. É muito difícil segurar esses atletas que se destacam muito cedo aqui no Brasil”, avaliou Juninho, citando o atacante Endrick como exemplo da enorme pressão e expectativa precoce depositada sobre os jovens talentos que migram para a Europa.
O comentarista também admitiu ter mudado de opinião a respeito da presença de técnicos estrangeiros no comando da Seleção Brasileira. “Inicialmente eu era contra. Nós fomos pentacampeões com treinadores brasileiros. Agora, como o futebol está muito globalizado, não tem que ter esse preconceito”, defendeu.
A perspectiva como dirigente do Ituano
Afastado dos campos como atleta profissional, Juninho detalhou sua rotina nos bastidores corporativos do esporte. Ele exerce a função de dirigente do Ituano, clube do interior de São Paulo onde deu seus primeiros passos no futebol.
Segundo o ex-meia, a transição para os escritórios mudou completamente a sua visão de jogo. Ele revelou que passar a gerenciar contratos, negociações de passes, transferências de atletas e demissões técnicas o fez compreender decisões de bastidores que ele contestava na época em que era apenas jogador.
Eurico Miranda desafiou a Globo com o logo do SBT
O ponto alto e mais descontraído da entrevista foi o momento em que Juninho Paulista levou ao estúdio uma peça histórica de seu acervo pessoal: a icônica camisa do Vasco da Gama com o logotipo do SBT estampado no peito, utilizada na final do Campeonato Brasileiro de 2000 (Copa João Havelange) contra o São Caetano.
A ação de guerrilha publicitária foi idealizada pelo polêmico dirigente Eurico Miranda como uma provocação direta à TV Globo, que transmitia a partida ao vivo. Juninho relembrou que a decisão pegou o elenco de surpresa nos vestiários e que nem mesmo a principal estrela do time conseguiu demover o cartola da ideia.
“Nem o Romário conseguiu convencer o Eurico a desistir da iniciativa”, revelou o ex-jogador, rindo da situação. “A Globo tentava tampar [o logotipo] de alguma maneira nas imagens da transmissão, mas não deu certo. Ficou marcado na história”, completou
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