Apresentado por Adriana Couto na TV Cultura, programa desta quarta (17) debate homenagem a divas da MPB, novo álbum multimídia e estreia de peça bilíngue em LIBRAS.
Por Jean Chambre — São Paulo
15/06/2026 18h47 — Atualizado há alguns segundos
O programa "Metrópolis", tradicional vitrine de arte e cultura da TV Cultura, preparou uma edição movimentada para a noite desta quarta-feira (17 de junho). A apresentadora Adriana "Didi" Couto recebe no estúdio nomes de destaque da MPB contemporânea, da literatura e do teatro nacional. A atração vai ao ar na faixa das 22h.
O principal bloco musical da noite traz a entrevista com as cantoras Filipe Catto e Assucena, que consolidaram uma das parcerias de maior repercussão nos palcos recentemente. No sofá do programa, a dupla detalha os bastidores do show conjunto que apresentam na Casa Natura Musical, em São Paulo.
O espetáculo foi desenhado como uma celebração de suas respectivas carreiras individuais, mas funciona também como um grande tributo a cinco das maiores vozes da história da música e da contracultura brasileira: Alcione, Gal Costa, Maria Bethânia, Marina Lima e Rita Lee. O roteiro do show intercala faixas autorais das duas artistas com releituras e clássicos dessas homenageadas.
O 'Pesadelo Ambicioso' de Fausto Fawcett
O jornalístico cultural também abre espaço para o veterano do cyberpunk brasileiro. O cantor, compositor e escritor Fausto Fawcett participa da edição para destrinchar os detalhes conceituais de seu mais novo projeto fonográfico, o álbum “Pesadelo Ambicioso”.
O trabalho de estúdio foi desenvolvido de forma colaborativa com o Chelpa Ferro, badalado coletivo multimídia que une artes visuais, esculturas sonoras e música experimental, resultando em uma obra que mescla crônicas urbanas com texturas eletrônicas.
Teatro bilíngue: política da linguagem no Sesc Consolação
Fechando as pautas do dia, o programa destaca o cenário teatral paulistano com a estreia do espetáculo “Língua”, em cartaz no Sesc Consolação. A montagem chama a atenção por sua proposta inclusiva de acessibilidade, sendo encenada de forma totalmente bilíngue, fundindo o português falado e a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).
Com direção assinada por Vinícius Arneiro — que divide a criação do texto com Pedro Emanuel —, a narrativa acompanha a organização de uma festa de aniversário surpresa que uma mãe prepara para o seu filho surdo. A partir desse pano de fundo doméstico, o reencontro familiar transforma-se em um campo minado de tensões emocionais, ruídos de tradução, afeto e desencontros cotidianos que cercam a política da linguagem.
A produção do programa conta com a realização da TV Cultura e fomento do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, via Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais.
