Juliana Didone e Tainá Müller viverão Hortência e Magic Paula em filme sobre o basquete de 1996

 


Longa-metragem foca nos bastidores da histórica campanha dos Jogos Olímpicos de Atlanta e destrincha a rivalidade e amizade que revolucionaram o esporte nacional.

Por Jean Chambre — São Paulo

15/06/2026 18h36 — Atualizado há alguns segundos

Duas das maiores lendas da história do esporte brasileiro terão suas trajetórias de glória eternizadas nos cinemas. As atrizes Juliana Didone e Tainá Müller foram oficialmente escaladas para interpretar, respectivamente, Hortência Marcari e Magic Paula em um novo longa-metragem ficcional inspirado na vida das atletas.

A produção executiva e o desenvolvimento do projeto estão sob o comando do estúdio Café Royal. O filme contará com a direção de Georgia Guerra-Peixe (conhecida no mercado como Joca) e tem o roteiro assinado por Patricia Corso.

A trama central do filme vai se passar na metade da década de 1990, tendo como pano de fundo técnico os bastidores de isolamento, treinos e pressões psicológicas para os históricos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996 — competição em que a Seleção Brasileira Feminina de Basquete conquistou a inédita medalha de prata.

O retorno das quadras e a complexidade do olhar de Paula

O roteiro parte de um momento de virada na vida pessoal e profissional de Hortência (Juliana Didone). Recém-mãe de seu primeiro filho e já declaradamente aposentada das quadras e da rotina de atleta, a armadora é surpreendida por uma convocação oficial de urgência para retornar à Seleção Brasileira a tempo de disputar as Olimpíadas em solo norte-americano.

A condução da narrativa será feita inteiramente sob o ponto de vista e o olhar de Magic Paula (Tainá Müller). A partir dessa perspectiva interna dos vestiários, o longa-metragem promete explorar a fundo as camadas da relação humana e profissional entre as duas maiores estrelas da modalidade no país.

A convivência entre Hortência e Paula foi historicamente marcada por uma dualidade que fascinou a imprensa e os torcedores: de um lado, a liderança técnica isolada, a admiração mútua e as conquistas de títulos internacionais; de outro, uma rivalidade saudável, feroz e competitiva nos clubes que acabou servindo como o principal combustível para transformar e revolucionar os rumos do basquete feminino no Brasil.