Grupos 'A Graxa' (SP), 'Lizium' (RJ) e 'Vaine e Funkse' (MG) disputam a última etapa em Ribeirão Preto. Festival acontece no dia 1º de agosto.
Por Jean Chambre — Ribeirão Preto, SP
17/06/2026 23h25 — Atualizado há alguns segundos
O maior festival de rock nacional do país definiu os nomes que vão disputar a última vaga de sua programação oficial. A organização do João Rock 2026 anunciou oficialmente as três bandas independentes finalistas do seu tradicional Concurso de Bandas: A Graxa (São Paulo - SP), Lizium (Niterói - RJ) e Vaine e Funkse (Uberlândia - MG).
Os grupos superaram as etapas eliminatórias virtuais e, agora, vão se enfrentar em uma apresentação ao vivo na grande final, agendada para o dia 18 de julho, em Ribeirão Preto (SP).
O grande vencedor da noite garantirá o direito de abrir o line-up do Palco João Rock no dia oficial do festival, que está confirmado para o dia 1º de agosto de 2026, tocando ao lado dos maiores nomes da música brasileira.
Conheça o perfil e o estilo dos três finalistas:
A lista de selecionados deste ano reflete a descentralização geográfica e a mistura de gêneros periféricos ao rock tradicional:
A Graxa (São Paulo - SP): O quarteto paulistano costura uma sonoridade que une as batidas do rap e do hip hop ao peso do rock e à melodia da MPB. As letras focam em crônicas urbanas, mensagens de superação e histórias reais do cotidiano, conceito que batiza o primeiro disco autoral da banda, “O Importante É Ser Feliz”.
Lizium (Niterói - RJ): Fundado em 2022 a partir do reencontro de amigos de adolescência, o grupo fluminense aposta em um caldeirão sonoro que passeia pelo rock psicodélico, pop rock, funk rock, reggae e rap, buscando criar uma identidade alternativa a partir das influências individuais de cada integrante.
Vaine e Funkse (Uberlândia - MG): Representando o Triângulo Mineiro, a banda propõe uma experiência que extrapola o formato de show tradicional. O projeto “Vaine e Funkse Ao Vivo”, lançado recentemente em formato audiovisual, funde o rap, o soul e o funk a uma performance urbana que inclui arranjos do DJ Genuíno e dança de rua com b-boys e b-girls no palco.
Avaliação técnica e fomento à cena independente
Na fase decisiva, os três finalistas farão um show de curta duração aberto ao público em Ribeirão Preto. As performances serão submetidas ao crivo de uma comissão julgadora técnica formada por produtores, jornalistas e músicos, que vão atribuir notas com base em quatro critérios obrigatórios: originalidade, criatividade, desenvoltura de palco e técnica musical.
“É muito gratificante ver a diversidade e a qualidade da música autoral brasileira refletidas no concurso. Recebemos trabalhos de diferentes regiões e de estilos que dialogam diretamente com a identidade do João Rock, incluindo vertentes do rap, trap, MPB e reggae. A escolha nunca é simples, o que prova a força da cena independente nacional”, destaca Felipe Ungaretti, coordenador artístico do festival.
A produção do João Rock informou que os detalhes logísticos sobre o local exato da finalíssima, os horários das apresentações e o modelo de acesso para o público serão divulgados nos canais digitais do evento nos próximos dias.
Um bastião da música nacional desde 2002
Realizado anualmente em Ribeirão Preto desde 2002, o João Rock consolidou-se como um dos festivais mais importantes e longevos do calendário cultural da América Latina. Diferenciando-se de outras marcas do mercado por priorizar um line-up composto exclusivamente por artistas nacionais, o evento já promoveu mais de 300 shows em suas arenas ao longo de duas décadas, servindo de palco para encontros históricos entre lendas do rock, do reggae e do hip hop brasileiro.
