Em conversa no Trambicast extra com Sophia Madeira, trio de atores detalhou os traços de personalidade mais difíceis de levar para a tela.
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| Elenco de Consequências Paralelas durante entrevista ao Trambicast extra |
Dar vida a personagens repletos de nuances morais nunca é um trabalho simples
Questionados pela apresentadora sobre qual característica foi a mais difícil de absorver e levar para a frente das câmeras
Familiaridade vs. distanciamento
Para a intérprete da personagem Bruna, a principal barreira foi transmitir a naturalidade de alguém imersa naquele contexto desde muito jovem por influência familiar
"Com certeza, da Bruna, foi essa questão de que ela entende do assunto com o qual estava lidando pela mãe dela. É um lugar onde ela vive e traz isso desde a infância
. Para mim, o mais difícil era trazer essa comodidade, essa tranquilidade de que ela sabia tudo o que estava acontecendo ali e lidava muito bem com esse tipo de assunto — coisa que eu, pessoalmente, tenho zero", pontuou a atriz .
O desafio do vitimismo
Já o ator responsável por um dos papéis centrais destacou o vitimismo e a obsessão como os pontos mais delicados do papel
"Para o meu personagem, acho que foi o vitimismo. Trabalhar isso... acho até bem relacionado com a obsessão dele
. Ele vai acreditando muito que está certo e vai se ausentando, falando 'tô tranquilo nesse lugar, então vou continuar voltando até conseguir meu objetivo' . O mais difícil foi isso, porque ele realmente acredita que é vítima daquela situação, mas não é", explicou .
Agressividade constante
Encerrando a conversa, o terceiro ator destacou a tensão permanente exigida pelo papel
"Para mim, acho que é um elemento da agressividade... ter essa agressividade intencional o tempo inteiro
. É um personagem em que a corda está prestes a estourar a qualquer momento", concluiu .
