Rapper Afro Honey lança o single 'Meu Bem' e mistura rap com eletrônica para falar de vulnerabilidade e recomeços

 


Com produção de Eddu Chaves, faixa chega às plataformas digitais neste Dia dos Namorados (12). Música foi composta em São Paulo após término de relacionamento.

Por Jean Chambre — São Paulo

12/06/2026 11h34 — Atualizado há alguns segundos

A rapper brasiliense Afro Honey lança nesta sexta-feira, 12 de junho, o single “Meu Bem”. A faixa, que chega às plataformas digitais estrategicamente no Dia dos Namorados, promove uma fusão entre o rap e a música eletrônica para transformar sentimentos como a saudade, a vulnerabilidade e a retomada da autonomia em narrativa musical.

Com produção, mixagem e masterização assinadas por Eddu Chaves, a canção foi concebida durante a passagem da artista por São Paulo. A letra apresenta um relato íntimo sobre a jornada de seguir em frente mesmo enfrentando o luto, o fim de um relacionamento afetivo e as intensas transformações de uma nova fase da vida.

“A música busca trazer essa ambientação de paz, trazer essa ideia que a gente tá bem, mesmo tendo noites que a gente reza e chora pras coisas darem certo, pra ter esperança pra seguir em frente. Querendo ou não, em algum momento o sol volta e as coisas dão certo”, afirma Afro Honey.

Bastidores e imersão em São Paulo

A composição de “Meu Bem” ocorreu na última parada de uma turnê de estúdios da rapper, que também passou por Salvador e Fortaleza. Na capital paulista, após participar de uma edição especial da Batalha da Dominação — evento voltado ao público da diversidade —, Afro Honey foi convidada para uma sessão no estúdio da Ref Music.

Originalmente, a proposta era gravar um subgênero mais agressivo, o hard trap, sonoridade que vinha mobilizando a artista. No entanto, o contexto emocional da viagem ditou outro rumo. Embalada pela melancolia do término de um relacionamento de três anos e por perdas recentes na vida pessoal, a rapper encontrou em um beat mais sensível apresentado por Eddu Chaves o encaixe perfeito para desabafar. O refrão surgiu de imediato, funcionando como uma atualização realista a alguém amado sobre tudo o que, apesar da dor, começava a prosperar.

Estética 'Cyberpink' e novas referências

A vivência urbana em São Paulo atravessa a faixa de forma direta, marcando o primeiro feat de Afro Honey com um produtor paulistano e a realização de um desejo estético: a confecção de um grillz rosa (joia para os dentes) com a marca Damski, elemento que virou sua assinatura visual.

O lançamento também amplia o universo conceitual da cantora. Conhecida por basear seu trabalho no conceito autoral Cyberpink — que conecta música, moda afrofuturista e cultura digital —, Afro Honey agora flerta com o movimento solarpunk, uma vertente que imagina a convivência harmônica entre tecnologia e natureza. Na música, a estética funciona como metáfora para sentimentos íntimos que cruzam telas e distâncias enquanto a artista busca o processo de cura.

Sobre a artista

Afro Honey vem consolidando seu espaço no cenário nacional unindo rap, trap, performance e artes visuais com uma linguagem pop. Em 2025, a rapper brasiliense lançou o miniálbum NEURODANÇA e ganhou projeção também como criadora de conteúdo nas redes sociais, expandindo seu alcance para além das barreiras da música.