Professora, pesquisadora e influenciadora literária, Bruna Martiolli transforma sua própria trajetória em matéria-prima para o livro É tempo de morangos, que chega às livrarias em março pela Intrínseca. Misturando memórias pessoais e referências artísticas, a obra propõe uma reflexão sensível sobre como a literatura pode nos amparar nos momentos mais difíceis da vida.
A sessão de autógrafos no Rio de Janeiro acontece no dia 11 de março (quarta-feira), a partir das 19h, na Livraria Travessa do Shopping Leblon.
Quando criança, Bruna brincava de dar aulas para as bonecas. Mais tarde, tornou-se professora e encontrou nos livros não apenas uma profissão, mas um sentido. Hoje, fala sobre literatura para mais de 700 mil pessoas nas redes sociais e em seu podcast, além de se dedicar à pesquisa acadêmica como doutoranda em Estudos de Cultura e Interartes pela Universidade do Porto.
Em É tempo de morangos, a autora revisita o momento em que a leitura entrou em sua vida aos oito anos — não por obrigação escolar, mas associada ao afeto, ao “carinho ou biscoitinho de vó”. Desde cedo, compreendeu o valor emocional dos livros e deixou que eles a guiassem em uma infância pouco convencional e em uma adolescência marcada por referências literárias penduradas na parede do quarto, como Lygia Fagundes Telles e Eça de Queiroz.
No ensino médio, o encontro com Clarice Lispector, por meio de A Hora da Estrela, foi decisivo. Ao se reconhecer nos medos de Macabéa, Bruna entendeu que não queria viver uma vida em que se sentisse anulada — percepção que moldaria muitas de suas escolhas futuras.
Ao longo do livro, ela narra como diferentes autores atravessaram sua história. A leitura de José Saramago a ajudou a reconhecer e romper relações destrutivas. A Tetralogia Napolitana, de Elena Ferrante, ganhou novos significados após o enfraquecimento de uma amizade importante. Outros nomes também a impulsionaram a tomar decisões corajosas, como persistir na carreira acadêmica e mudar de país.
Mais do que um livro de memórias, É tempo de morangos se apresenta como um manifesto apaixonado pela literatura — especialmente a de língua portuguesa. Bruna Martiolli defende a importância de encontrar as histórias que realmente nos atravessam e lembra que a boa literatura, assim como quase tudo na vida, nem sempre conquista à primeira vista.
Entre relatos íntimos e indicações de leitura, a autora oferece ao leitor um convite: desacelerar, mergulhar nas páginas e permitir que os livros também se tornem abrigo.

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