Gardênia Cavalcanti desfila como musa da Grande Rio e celebra enredo inspirado no Manguebeat

 


A apresentadora Gardênia Cavalcanti escreveu mais um capítulo marcante de sua trajetória no Carnaval ao desfilar como musa dos Acadêmicos do Grande Rio, nesta quarta-feira (18), na Marquês de Sapucaí. À frente da segunda alegoria, ela defendeu o enredo “Nação do Mangue”, desenvolvido pelo carnavalesco Antônio Gonzaga, inspirado no movimento Manguebeat e na obra de Chico Science.

Em seu quarto ano na agremiação, a musa conduziu um setor carregado de simbolismo. A escola de Duque de Caxias apresentou alegorias grandiosas, fantasias conceituais e forte conexão com o público, que acompanhou o samba com emoção do início ao fim.

Muito emocionada, Gardênia celebrou o momento: “Foi incrível. Estou muito feliz, foi um dos melhores desfiles que já vivi. As pessoas estavam com o samba na ponta da língua. Eu olhava nos olhos delas e via identificação, principalmente no primeiro setor. Isso é reflexo do enredo, da força do Manguebeat e da mensagem que Chico Science quis gritar naquela época, em defesa das pessoas. A Grande Rio estava impecável”, afirmou.

Para o desfile, ela apostou em uma fantasia de forte impacto visual, com predominância de preto e tons terrosos, transparências e pedrarias. O figurino, com imponente costeiro de penas negras e elementos orgânicos que remetiam ao mangue, representava “Urubus, a realeza de asas negras”, uma das metáforas centrais do enredo. Símbolos de resiliência, renovação e transformação, os urubus dialogam diretamente com a proposta artística apresentada pela escola.

Alagoana e com longa vivência em Recife, a apresentadora também destacou a ligação pessoal com o tema. “Esse ano tem um gostinho diferente, porque eu morei muitos anos em Recife. Eu vi o movimento do Chico Science nascer e sei da importância de contar essa história na avenida e levar a cultura de Pernambuco para todo o Brasil”, declarou.