Bella Longuinho diz que transição de gênero impulsionou carreira e ampliou base de assinantes

 


A influenciadora Bella Longuinho, de 24 anos, afirmou que temia perder parte do público ao tornar pública sua transição de gênero, mas viu acontecer justamente o contrário. Segundo a criadora de conteúdo, o processo despertou ainda mais interesse dos seguidores e impulsionou sua carreira em plataformas por assinatura.

Com 1,5 milhão de seguidores no Instagram, Bella conta que acompanhou de perto a reação do público durante todas as etapas da transição. Apesar do receio inicial de perder assinantes, ela afirma que o número de novos fãs superou as expectativas.

"Pensei que, se eu transicionasse, perderia muitos assinantes. Com certeza devo ter perdido alguns, como sempre acontece, mas chegaram muitos outros."

De acordo com a influenciadora, a curiosidade em torno das mudanças físicas, das cirurgias e da nova fase contribuiu para aumentar o engajamento e refletiu diretamente nos resultados financeiros.

"A minha transição engajou muito por causa das cirurgias e de todo o processo. O número cresceu absurdamente. Eu nunca ganhei tanto dinheiro na minha vida."

Bella afirma que mantém contato frequente com seus assinantes por meio de mensagens, áudios e conteúdos personalizados. Segundo ela, os pedidos mais comuns combinam cenas sensuais com situações do cotidiano, como momentos de skincare, treinos e vídeos gravados em casa, ambientes que seus seguidores já conhecem pelas redes sociais.

A influenciadora também defende que produzir conteúdo adulto não impede o fechamento de contratos publicitários com grandes marcas. Para ela, o público diferencia o conteúdo exclusivo por assinatura daquele publicado em perfis abertos nas redes sociais.

Ao comentar sua representatividade como mulher trans, Bella afirma que espera inspirar outras pessoas a acreditarem em diferentes possibilidades de sucesso profissional.

"Espero que outras mulheres trans vejam uma luz no fim do túnel e entendam que também podem ser bem-sucedidas."

Ela também avalia que mulheres — especialmente mulheres trans — ainda enfrentam uma cobrança maior para conquistar reconhecimento profissional.

"A mulher sempre precisa ser o dobro: o dobro de feminina, de bem-sucedida, de educada e de tudo para ser reconhecida. Ela sempre precisa se provar mais, e isso não acontece apenas no conteúdo adulto, mas em todos os lugares."