O Trapézio da Copa



Escrito pelo Jornalista Diney Isidoro
 

Hoje se da inicio a mais uma festa popular, diferentemente das quais estamos acostumados por aqui, a maior Copa do Mundo vem para acompanhar as Festas Juninas, dando um toque ainda mais colorido ao nossos eventos locais. 

O Espetáculo que já foi conhecido como o "Templo do Futebol" de uns tempos para cá, tem se evidenciado mais pelas questões políticas do que pela beleza do esporte. 

Neste grande trapézio que se tornou o evento, lá no alto, vemos pendurados pelos fios do poder, os dirigentes, patrocinadores, cartolas e todos brigando pelos seus interesses políticos. 
Abaixo deles, equilibrando-se sem redes de proteção, aparecem jogadores, seleções e torcedores. 


E nós apaixonados,observamos cada movimento neste jogo de cena, onde quem tinha o poder se torna manipulado para acalentar desejos de um certo presidente.
Ação calculada como um desvio de rota, principalmente em uma guerra silenciosa após a Rússia organizar a sua copa.

Uma copa mais próxima da marchinha de carnaval: Mamãe eu quero!

Nesta guerra, ficar atrás era mais ou menos, uma criança gritando: eu tenho e você não tem!

Um ação bem calculada.

Neste trapézio da Copa, a emoção serve de cortina. 

Enquanto a torcida canta e vibra com os gols, nos bastidores, Infantino e seus seguidores, seguem executando a sua própria coreografia. 
Entre diversas acrobacias diplomáticas, saltos financeiros e malabarismos institucionais que raramente aparecem no placar eletrônico.

O torcedor acredita que não faz parte desta encenação.

Porém esta errado, pois é ele quem o financia, comprando ingressos, consumindo produtos, alimentando as audiências e transformando o evento em um dos maiores negócios do planeta.

Tim,Tim!

Entre sorrisos e taças, nem um gole foi desperdiçado, pois entre os três países organizadores, apenas um aprecia a pelota de verdade, o outro nem os seus moradores tem interesse pelo evento e enquanto isso o maior interessado, festeja a "conquista" enquanto ataca o país de uma seleção participante.

Que ar de Blasé...

Mas tragam o "Nobel da Paz" para ele!

Ok alright! 

Taça da Copa do mundo e Bola oficial - créditos: FIFA
 

Quando a bola rolar, o povo vai se esquecer, do juiz banido, das vergonhosas revistas dos integrantes das delegações que foram ao mundial e dos valores abusivos dos ingressos e dos transportes, é o momento que o negócio vira paixão!

Paixão demais, vira cegueira!

O interesse vira bandeira.

E o impossível acontece: milhões de pessoas acreditando novamente que o futebol pertence a elas.

Tsc..Tsc...

Não é um gol de ouro!

Não vale uma classificação para a grande final, mas quando a trionda rolar no Asteca, o gigantesco trapézio se esconde entre as luzes da ribalta cercado de seus interesses e dando lugar ao gosto popular: O Futebol!

Entre uma pirueta e duas piruetas, a bola vai rolar nos mais de cem jogos, pois afinal de contas, o espetáculo não pode parar...

Boa Copa pra nós!