Entre Mariachis e os K-Soccer

 

Entre Mariachis e os K-Soccer

Texto escrito pelo Jornalista Diney Isidoro

 
Bom Dia Muchachos (as) Abram alas para a “ode” à paixão nacional: a bola! A mais de cinco mil quilômetros de nossa pátria mãe gentil, se iniciou mais uma Copa do Mundo! 

O Estádio Asteca todo enfeitado recebeu de maneira apaixonada, o retorno de um evento que parece que nunca deveria ter saído de lá, tamanha paixão que eles mantém pelo esporte. 

 Por deveras, os efeitos da Copa de 70 conquistada por nós, ainda transbordam na pele e na alma do sofrido povo mexicano. 
Que mesmo com tantas mazelas e problemas em sua atualidade, buscaram construir um cenário acolhedor para receber os nobres visitantes. 

Entre Mariachis, as Rancheras e o Corrido! 


Mais de 80 mil pessoas estiveram presentes no jogo inaugural entre mexicanos e Sul- africanos, duas nações que se tornam irmãs quando observamos as grandes batalhas para vossas construções sociais, mas no campo, o juiz apitou, é guerra! 

O anfitrião não quer decepcionar o seu público, no puedes! 

E a falha dentro do preciosismo de uma saída de bola mal feita pela zaga, forçou o erro do jogador Sithole da África do Sul, o mexicano Erick Lira mais atento, serviu Julian Quinones que acertou um potente chute! 
Um tento a zero! 

Para alegria de toda a gente, que jogou os seus sombreiros para o alto e deixaram escorrer lágrimas de alívio, afinal o futebol também serve para acarinhar as dores do coração. 


Há Coração mexicano! 

O jogo seguiu com os nervos mais aflorados e entradas mais ríspidas dos Bafanas Bafanas, em um contra ataque mexicano o resultado foi a expulsão de Sithole. Aí o barraco desabou!

Wilton Pereira Sampaio aplica cartão vermelho para Sithole por falta em Brian Gutiérrez na entrada da área. O México vai vencendo a África do Sul por 1 a 0.


Os africanos com 11 jogadores não conseguiam triangular suas jogadas e os mexicanos com a vantagem no placar e numérica não conseguia traduzir em lances mais efusivos. 

A inatividade do setor ofensivo dos anfitriões que por alguns momentos não sabiam o que iam fazer com a bola, o que gerou a famosa: vaia! 

Ainda bem que não tinham mais tantos sombreiros, poderiam virar bumerangues! 

Até que Quinones,em dia inspirado!

Inicia a jogada e toca para o lateral Reyes que cruza na segunda trave para que Raúl Jiménez, aquele de três copas atrás, pudesse espantar os fantasmas que lhe rondavam e enfim marcar um gol em copa!

 “Não contavam com minha astúcia! 

Daí em diante pouco se viu, sobrou mais dois cartões vermelhos, mais um para os africanos (Zwane) e um para os mexicanos (Montes) e apito final! 


O K-Soccer que não tem medo de europeus 

Hwang In-beom, da Coreia do Sul, comemora ao marcar o primeiro gol da equipe. REUTERS/Amanda Perobelli TPX IMAGENS DO DIA.


Um pouco mais adelantero, Coréia do Sul e Republica Téquia (Tcheca) ou como você quiser pronunciar se enfrentaram no estádio Akron em Zapopan, a capacidade era de 46 mil e os dados oficiais informaram que tinha 42 mil, mas da tv o que mais se via eram cadeiras vazias. 

Igualmente a movimentação de placar do primeiro tempo que terminou 0x0 mas não por falta de vontade e sim por desejo dos deuses astecas talvez, pois o jogo foi bem movimentado entre duas equipes que se arriscaram bastante e exploraram se contra golpear. 

Quando o pano caiu e se abriu o segundo tempo, a temperatura de 20 graus na cidade parecia ser muito mais acalorada dentro de campo, lembrando que Zapopan tem uma altitude média acima de 1.500 metros acima do mar!

Mesmo ofegantes devido a nova realidade, nunca antes enfrentada para muitos, ambos os times tiveram muitas jogadas ofensivas.

A cada minuto  o jogo se tornou ainda mais franco e em um escanteio cobrado para área Coreana, Krejci saltou como um L-159 e não deu chance para o goleiro Kim Seung-Gyu. 
Parecia que os Europeus iriam dominar as ações, mas o lendário zagueiro Myung-Bo e hoje atual técnico dos K-Soccer tinham um plano!

Ele organizou os K-Soccer e fez com que as linhas frontais avançassem evitando o vácuo no meio campo e proporcionando mais erros de saída de bola dos chécos e o resultado veio com um golaço de Hwang in-Beom que recebeu passe na medida e com calma freou o seu avanço na pequena área, fazendo com que o beque perdesse o freio e o goleiro Kovar foi junto, resultado: Uma cavadinha com ares de Baianinho de Mauá, cheio de técnica e perícia. 

GOLAÇO! 

Com o jogo equilibrado, o treinador Coreano deu descanso ao craque Son e Oh Hyeon-Gyu entrou em seu lugar e fez exatamente o que seu treinador orientou. 

Permanecer brigando entre as linhas de zaga adversária. 

Aos 80 minutos, Hwang foi até a linha de fundo e cruzou e quando o beque foi acordar, não deu tempo de anotar a placa! 

Gol de Oh Hyeon-Gyu! 

Os k-Soccer seguraram a pressão até os momentos finais e garantiram os três pontos! 

Alegria em Seul e adjacências e festa a muitos quilômetros de distância na América do Norte! 

Agora vem ai, nos próximos dias o efeito do El niño, deus abençoe a América!

Mesmo! 

Alguém aceita tortillas? 

Servidos?

Até a próxima!