Cinebiografia de Zeca Pagodinho recria show histórico no Metropolitan com elenco de peso

 


'Deixa a Vida Me Levar' transforma casa de shows no RJ em réplica dos anos 1990 para filmar lançamento da turnê 'Samba Pras Moças'. Longa estrelado por Mosquito é dirigido por Silvio Guindane.

Por Jean Chambre — Rio de Janeiro

27/06/2026 23h53 — Atualizado há alguns segundos

Os bastidores do cinema nacional ganharam contornos de superprodução musical na Baixada Fluminense. A equipe de “Deixa a Vida Me Levar”, cinebiografia inspirada na trajetória do cantor e compositor Zeca Pagodinho, concluiu a gravação de uma das sequências mais complexas e grandiosas do cronograma de filmagens: a recriação do histórico show de lançamento da turnê “Samba Pras Moças”, originalmente apresentado no extinto Metropolitan — uma das casas de espetáculos mais emblemáticas do Rio de Janeiro.

Para dar vida ao cenário com precisão histórica, a engenharia de produção transformou as instalações do Via Music Hall, em São João de Meriti, em uma réplica detalhada do Metropolitan na década de 1990.

O esforço de cenografia envolveu o design de materiais gráficos de divulgação da época, figurinos de alta costura vintage, o uso de uma banda tocando ao vivo no set e a coordenação logística de centenas de figurantes caracterizados para emular o comportamento das plateias daquele período.

Mosquito assume o manto do 'Comandante do Samba'

O papel principal de Jessé Gomes da Silva Filho, o Zeca Pagodinho, é defendido pelo ator e também sambista Mosquito. A cena do Metropolitan representa a virada tática de sua carreira; lançado em 1995, “Samba Pras Moças” marcou a estreia do músico na gravadora PolyGram e é apontado por críticos musicais como o álbum que o consolidou definitivamente como um fenômeno de vendas e massa.

O núcleo familiar e afetivo do protagonista também ganhou rostos conhecidos no set de filmagens. A atriz Talita Younan interpreta Mônica, companheira de longa data de Zeca. Já os pais do sambista, Dona Irinéia e Seu Jessé, ganham vida através das interpretações de Aline Borges e Ângelo Antônio.

"Biografar um ícone vivo do tamanho do Zeca Pagodinho é uma responsabilidade imensa no mercado audiovisual. Esse show no Metropolitan foi o divisor de águas que transformou o menino de Xerém em uma lenda nacional. Conseguir capturar esse suor e essa energia com precisão de época é o grande trunfo do filme", avalia o diretor Silvio Guindane.

Parcerias e lançamento nos cinemas

A engenharia de roteiro, assinada por Roberto Faustino (que também atua como coprodutor), é baseada no livro biográfico “Zeca: Deixa o Samba Me Levar”, escrito pelos jornalistas Jane Barbosa e Leonardo Bruno. A narrativa promete guiar o espectador pelas crises, rimas de improviso e a ascensão do músico desde as rodas do Cacique de Ramos até o estrelato.

O longa-metragem é capitaneado por Marco Altberg, fundador e CEO da Indiana Produções, e conta com uma robusta rede de investidores institucionais e patrocinadores de mercado, incluindo a Ambev, Naturgy, Claro, Riofilme e o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine).

A distribuição oficial nas salas de cinema de todo o país ficará sob a responsabilidade da Paris Filmes. O cronograma de finalização projeta a estreia do longa-metragem no circuito comercial para o primeiro semestre de 2027.