A distopia criada por Margaret Atwood ganha um novo capítulo com a chegada de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, continuação direta de The Handmaid’s Tale. A produção estreia no Disney+ no dia 8 de abril e promete aprofundar ainda mais o universo sombrio de Gilead.
Mesmo podendo ser assistida de forma independente, a nova série se conecta diretamente com os eventos da produção original, ampliando a narrativa e trazendo novas perspectivas sobre o regime totalitário que marcou o público ao longo dos anos.
Continuação direta — com diferenças em relação ao livro
A trama de “Os Testamentos” se passa cerca de cinco anos após os acontecimentos finais da série original. Já na obra literária, essa diferença é maior: o salto temporal é de aproximadamente 15 anos em relação a O Conto da Aia.
Essa adaptação da cronologia reforça a proposta da série de manter a continuidade emocional e narrativa já estabelecida na televisão.
Nova geração em Gilead
A história acompanha Agnes Mackenzie (Chase Infiniti) e Daisy (Lucy Halliday), duas jovens com trajetórias distintas dentro de Gilead. Enquanto Agnes representa a obediência ao sistema, Daisy surge como uma recém-chegada ao regime.
As duas estudam em uma rígida instituição voltada à formação de futuras Esposas — um ambiente marcado por disciplina extrema e justificativas religiosas para a opressão. A relação entre elas será central para o desenvolvimento da trama, impactando passado, presente e futuro.
O legado de June e os eventos da série original
Para quem acompanhou The Handmaid’s Tale, a nova produção funciona como um desdobramento direto dos acontecimentos finais. A história de June Osborne, vivida por Elisabeth Moss, mostrou a brutalidade de Gilead e culminou em uma rebelião que abriu caminho para a retomada de territórios pelos Estados Unidos.
Apesar de avanços importantes, o final deixou questões em aberto — especialmente a relação de June com sua filha, Hannah — criando o terreno ideal para a continuação.
Retornos importantes no elenco
Entre as conexões mais diretas entre as séries está a presença de Tia Lydia, interpretada por Ann Dowd. A personagem, uma das mais complexas da história, retorna em um novo contexto, agora ligada à formação das jovens dentro de Gilead.
Sua trajetória, marcada por rigidez e posterior questionamento do sistema, deve ganhar novos contornos na continuação.
Mesma equipe criativa
A produção mantém nomes importantes dos bastidores, incluindo o criador Bruce Miller e produtores executivos como Elisabeth Moss. A continuidade da equipe reforça a proposta de manter o tom e a qualidade que consagraram a série original.
O que esperar
“Os Testamentos: Das Filhas de Gilead” chega com a missão de expandir um dos universos distópicos mais marcantes da TV recente. Entre novos personagens, conflitos e conexões com o passado, a série promete equilibrar nostalgia e renovação, aprofundando temas como poder, resistência e identidade.
Para os fãs, é a chance de revisitar Gilead sob um novo olhar. Para novos espectadores, uma porta de entrada para uma história intensa — e cada vez mais atual.

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