Morre Roberto Marquis, o eterno Guarda Juju de “A Praça é Nossa”, aos 83 anos


O humor brasileiro perdeu um de seus nomes marcantes. Morreu o ator, humorista e cantor Roberto Marquis, conhecido do grande público pelo personagem Teobaldo, o inesquecível Guarda Juju do humorístico A Praça é Nossa, exibido pelo Sistema Brasileiro de Televisão.

Nascido em São Paulo, no dia 30 de março de 1942, Roberto construiu uma longa trajetória artística que atravessou décadas e diferentes áreas do entretenimento, incluindo televisão, cinema, teatro, publicidade e música.

Seu personagem mais popular, Teobaldo, surgiu inicialmente em um comercial na década de 1970. O sucesso foi tão grande que o personagem acabou migrando para o humor televisivo, tornando-se uma figura querida do público e ganhando destaque em A Praça é Nossa, programa comandado por Carlos Alberto de Nóbrega. Além do Guarda Juju, Roberto também interpretou personagens como Tanaka e Osório no tradicional banco da praça.

Trajetória na televisão

Roberto Marquis iniciou sua carreira na extinta TV Tupi, em 1962, participando do seriado “Dom Camilo e os Cabeludos”. No ano seguinte, transferiu-se para a TV Excelsior, onde atuou como diretor de elenco da primeira novela diária da televisão brasileira, “2-5499 Ocupado”.

Em 1967, passou pela Rede Bandeirantes, onde dirigiu programas de artistas consagrados como Tonico e Tinoco e Xênia Bier. Ao longo da carreira, também participou de diversos programas humorísticos e de variedades, incluindo o Chico Anysio Show, da TV Globo.

O artista ainda integrou o elenco da novela “Tudo ou Nada”, exibida pela Rede Manchete.

Cinema, teatro e publicidade

No cinema, Roberto Marquis produziu o longa infantil “Dani, Um Cachorro Muito Vivo” e atuou no filme “Ainda Agarro Essa Vizinha”, lançado em 1974.

Nos palcos, atuou e produziu a peça “Chapeuzinho Vermelho na Praça”, escrita por Walcyr Carrasco.

Na publicidade, também marcou presença em diversas campanhas populares, criando bordões que ficaram conhecidos pelo público, como o famoso “Pois é…”, usado de forma bem-humorada ao se referir a um carro velho.

Carreira musical

Além da atuação, Roberto Marquis também se dedicou à música. Ao longo da carreira, gravou nove discos, grande parte deles com marchinhas de carnaval, mantendo viva a tradição da música festiva brasileira.

Com uma carreira marcada pelo humor e pela versatilidade artística, Roberto Marquis deixa sua marca na história do entretenimento brasileiro e na memória de gerações de telespectadores que acompanharam seus personagens na televisão.