O Universo Cinematográfico Marvel (MCU) inicia seu calendário de 2026 com uma proposta que mistura o brilho de Hollywood com o peso da burocracia governamental. Magnum, a nova série do Disney+, acaba de estrear apresentando Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II), um ator que tenta consolidar sua carreira enquanto esconde uma condição que, no MCU, costuma ser sinônimo de problemas: superpoderes. No entanto, o que parece ser uma jornada solitária de um "herói anônimo" revela-se um intrincado jogo de conexões com o passado da franquia, trazendo de volta figuras que o público não via há anos.
O grande trunfo narrativo da produção é o retorno de Trevor Slattery, o ator fracassado interpretado pelo veterano Ben Kingsley. Slattery, que enganou o mundo (e Tony Stark) em Homem de Ferro 3 ao assumir a identidade do falso Mandarim, surge agora como uma espécie de mentor improvável para Simon. Após ser resgatado das garras do verdadeiro Mandarim em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Trevor está de volta a Los Angeles em busca de redenção e da aprovação póstuma de sua mãe. Sua presença na série não é apenas um alívio cômico; é o elo que une a farsa artística de Simon Williams à realidade brutal do submundo super-poderoso.
Contudo, nem tudo é tapete vermelho para o protagonista. A Marvel confirmou que a agência governamental Departamento de Controle de Danos (DODC) é a principal pedra no sapato de Simon. O agente P. Cleary (Arian Moayed), conhecido por perseguir o Homem-Aranha e a Ms. Marvel, retorna com uma missão clara: neutralizar Simon Williams, a quem ele já classifica abertamente como uma "enorme ameaça". A série explora essa dualidade — enquanto Trevor Slattery tenta transformar Simon em uma estrela, o governo tenta transformá-lo em um prisioneiro.
Com oito episódios que prometem desvendar a origem dos poderes iônicos de Simon, Magnum se posiciona como um estudo de personagem sobre a fama e o custo de ser especial em um mundo que não perdoa segredos. Entre monólogos de Shakespeare e interrogatórios federais, a série prova que, na Marvel de 2026, a maior performance de um ator pode ser, simplesmente, fingir que é uma pessoa normal.

nossas redes