O último domingo, 1º de fevereiro, reafirmou a força inabalável de Celso Portiolli na grade dominical. O Domingo Legal, uma das marcas mais tradicionais do SBT, não apenas conquistou a medalha de prata na audiência da Grande São Paulo, como impôs uma distância considerável sobre sua principal rival. Durante uma maratona de quase sete horas de transmissão — das 11h24 às 18h19 —, a atração manteve o público fiel e demonstrou uma estabilidade que consolidou o canal na segunda colocação isolada.
Os números da Kantar Ibope confirmam o bom momento: o programa registrou uma média geral de 5,5 pontos e alcançou picos expressivos de 7,8 pontos, flertando com a liderança em momentos de maior tensão nos quadros de auditório. O share de 11,2% revela que a proposta de entretenimento familiar de Portiolli continua sendo o refúgio do telespectador paulistano durante as tardes de domingo. Na mesma faixa de horário, a terceira colocada amargou 3,7 pontos de média, uma diferença de quase 50% em relação ao desempenho do SBT.
A derrota da concorrência foi acentuada pela diversidade de tentativas para frear o avanço de Portiolli. A emissora rival escalou uma grade variada, composta por série, filme, um game show e um programa de variedades. No entanto, nem a troca constante de formatos foi capaz de desestabilizar a conexão do Domingo Legal com a audiência. O resultado aponta para um fenômeno de fidelização: o telespectador que sintoniza no SBT ao meio-dia tende a permanecer no canal até o final da tarde, ignorando as oscilações da programação vizinha.
Com quase sete horas ininterruptas de exibição, o Domingo Legal se consolida não apenas como um pilar de audiência, mas como uma peça estratégica fundamental para a entrega comercial da emissora. A capacidade de Portiolli em transitar entre o humor, o game e o assistencialismo, sem perder o fôlego, reflete o porquê de o programa ser, há anos, o maior pesadelo das tardes da concorrência na Grande São Paulo.

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