O que deveria ser uma entrevista protocolar sobre os novos rumos da MPB e os bastidores do "Grammy Latino" transformou-se em um cenário de "atropelamento" intelectual e artístico no estúdio do Trambicast. Analu Sampaio, a prodígio baiana que conquistou o país no "The Voice Kids", provou que a convivência com as batalhas de rima — e o relacionamento com o campeão Xamuel — conferiu-lhe uma agilidade mental que a apresentadora Sophia Madeira não foi capaz de acompanhar. O desafio, proposto pela própria anfitriã em um ato de ousadia que logo se revelaria um erro estratégico, terminou com Sophia pedindo "misericórdia" após ser alvo de versos afiados que expuseram a distância abissal entre uma amadora e uma compositora profissional.
A conversa começou em tom nostálgico, com Analu revisitando sua infância sob os holofotes do "Programa Raul Gil", onde passou quatro anos como a protegida do apresentador. A cantora revelou que sua entrada no SBT foi fruto de uma personalidade forte: aos quatro anos, ela se recusou a estrear no programa da Eliana porque seu sonho era, especificamente, o palco de Raul Gil. Essa mesma firmeza de caráter foi vista anos depois, durante a pandemia, quando enfrentou as etapas finais do "The Voice Kids" isolada em casa, lidando com câmeras monitoradas por telefone e a troca repentina de técnicos — de Cláudia Leitte para Mumuzinho — sem perder o prumo.
Contudo, a calmaria do bate-papo cessou quando o tema "batalhas de rima" entrou na pauta. Analu, que hoje frequenta os bastidores da Aldeia e mantém um relacionamento público com Xamuel, foi desafiada por Sophia para um duelo ao vivo. O bit começou e a "carnificina" lírica não demorou a acontecer. Analu, com uma precisão cirúrgica, emendou rimas sobre a aparência da oponente e a dinâmica do podcast, enquanto Sophia, visivelmente desconcertada e sem conseguir encaixar o tempo verbal no ritmo da batida, tentava desesperadamente formular respostas que soavam infantis perto do arsenal da convidada. Ao final do "massacre", a apresentadora admitiu o constrangimento, confessando que jamais voltaria a se prestar a tal papel, tudo em tom de brincadeira, é claro!.
Além do duelo que roubou a cena, Analu Sampaio aproveitou o espaço para discutir a maturidade artística que a levou à indicação ao "Grammy Latino" por seu álbum de estreia. Ela descreveu o momento em que recebeu a notícia, durante um dia comum no terceiro ano do ensino médio, como a "confirmação de suas dúvidas". Entre revelações sobre sua resistência a retornos de fone no palco e o hábito de "beber" na fonte de ícones como Djavan e Gal Costa, a baiana mostrou que, por trás da face doce da criança que cantava Elis Regina, existe uma mulher de negócios e uma artista que não teme o improviso — seja na música ou na vida. O episódio encerrou-se com uma degustação de hambúrgueres, um contraste irônico após a "surra" de rimas que deixou o público atônito.

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